Alunos criativos, proativos e seguros fazem o “movimento maker” ser mais do que uma tendência dentro das salas de aula
Mais do que uma tendência, aos poucos o movimento maker está revolucionando a forma de trabalhar e aprender dentro das salas de aula. O termo é uma extensão da cultura ‘Faça Você Mesmo’, que incentiva a produção prática e manual por parte dos alunos que são estimulados na criação, investigação e resolução de problemas, proporcionando um pensamento ‘fora da caixa’ com o uso dos mais diferentes recursos.
Ser maker é olhar um problema e elaborar um projeto criativo para resolvê-lo, explorando possibilidades, sendo curioso, resiliente e experimentador. É errar e aprender com os erros. “No fim das contas, o maker trabalha a essência do ser humano, pois tudo precisa ser pensado e planejado para ser executado. E, ao aplicar isso desde a mais tenra idade, com certeza fará diferença quando chegarem na fase adulta. Diante das dificuldades que a vida traz, ao invés de se lamentarem, tirarão proveito delas e encontrar saídas”, relata a diretora do Colégio Oshiman, Mayumi Madueño.
Não é segredo para ninguém que o modelo tradicional de ensino se mostra desmotivador para os alunos, e o desafio de torná-lo mais leve e atraente faz desse movimento um importante aliado no processo de ensino-aprendizagem, e reforça o dever transformador que a escola necessita ter. “No colégio temos esse projeto em específico, porém, a utilizamos em todos os âmbitos porque faz parte da nossa filosofia: é o maker sentimento, maker família, maker eu, maker sociedade… Aplicamos esse conceito, por exemplo, na execução de nossos eventos (e são muitos), onde todos os alunos são engajados na criação, no planejamento, na execução e na finalização, tendo cada pessoa uma responsabilidade a ser cumprida para o sucesso do projeto”, detalhou Mayumi, que completou. “Com isso, propiciamos a criança e adolescentes, a plena capacidade de onde ele pode chegar, da integração da família nas atividades, enfim, é um belo processo para despertar valores”.
De acordo com Mayumi, faz décadas que o Oshiman introduziu e estimula a cultura do “fazer”, presente até mesmo nos convites dos eventos promovidos pelo colégio (feitos um a um, após um processo criativo). “Os presentes oferecidos, a decoração etc, sempre são confeccionados pelos alunos; os alimentos e o lanche dos passeios são feitos com carinho pelos pais, de forma que, aquilo que é comprado pronto, não tem o mesmo valor daquele é feito com o coração”, apontou a diretora da escola.
Aliar propostas de criar e fazer com um ambiente colaborativo, no qual um ajuda o outro, certamente ampliam o horizonte do aluno, onde a autoconfiança e segurança resultarão em autonomia, formando pessoas absolutamente aptas a gerenciar qualquer tipo de situação. “O envolvimento não é só dos alunos ou professores. A família também faz parte do processo e quando ela se engaja, os alunos sentem a diferença e faz com que o maker se torne um movimento verdadeiro e não uma ação isolada”, finaliza a diretora do Colégio Oshiman.
